Mil e Uma X12: CONSCIÊNCIA E RESPONSABILIDADE PELO MUNDO

O recado de Hannah Arendt ecoou Intensamente: não deveria ser pai (ou professor) quem não se dispusesse a assumir a responsabilidade pelo mundo.

Naturalmente, a expressão tem força retórica, sem cunho policialesco. Mais claramente ainda, assumir a responsabilidade pelo mundo não significa conformar-se com as circunstâncias de qualquer época, apenas que não podem ser aceitos franco atiradores no debate público. A responsabilidade somente pode nascer dos debates, do diálogo.

Duas vertentes de ações sociais merecem especial atenção, na temática: os jogos movidos diretamente a dinheiro, do “jogo do bicho” aos mercados de capitais; e o onipresente mercado das drogas. Trata-se de dois casos conspícuos da fraqueza da consciência pessoal. Cada uma dessas vertentes pode assumir graus de dissimulação impressionantes. O simplório “jogo do bicho” associa-se ao Carnaval e às Escolas de Samba; os grandes bancos e suas Fundações fazem outros carnavais para tirar o foco do implacável jogo do dinheiro.

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