EDUCAÇÃO: MINISTÉRIOS E MINISTÉRIOS

Nílson José Machado

njmachad@usp.br

É fácil concordar: a Educação Brasileira vive uma crise profunda, segue sem projeto (o país não tem projeto), e troca de Ministro como se troca de roupa. Para sair da crise, no entanto, precisa de mais do que um Ministro com qualidades pessoais e currículos comprovados: é imprescindível que  o ministro indicado revele AUTORIDADE como PROFISSIONAL.

Autoridade é diferente de PODER. Há a força, há o poder e há a autoridade. Na coerção não dá, não é EDUCAÇÃO. Bravatas não movem moinhos. Nos limites do poder também não dá, especialmente em situações de crise, como é o caso no Brasil. Somente nos resta a autoridade, cujas ações não podem se limitar a conselhos, nem se esgotar em ordens, sabotáveis por uma burocracia estável e justamente desmotivada. A autoridade se funda em imprescindível competência profissional, ancorada em compromisso público que medeia as relações entre o Estado e o Mercado.

Eis o espaço de manobra: mais do que poder, o Ministro precisa demonstrar autoridade como profissional. O exercício da autoridade é menos do que uma ordem, por legítima que seja, mas é mais do que mero conselho… Se o indicado não demonstrar ter autoridade suficiente para a tarefa, corre o risco de derrapar no gênero e transformar A missão em UM MISSÃO…

Oremus…

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