| A CEBOLA E A ALCACHOFRA Vivemos a platitude do dia-a-dia, mas apostamos na permanência, na eternidade. Acreditando ou não em deuses, buscamos um sentido para a vida, para nossa ação pessoal. Cada um de nós é filho, irmão, pai, contribuinte, aluno, professor, marido, consumidor, cidadão, elegível, eleitor etc. O feixe de papéis que representamos nos caracteriza como pessoa. Uma questão complexa é decidir se resta algo além de tais camadas de nosso ser, ou se nos limitamos a elas. Tal dúvida ontológica pode ser ilustrada por meio do recurso à horticultura. |